domingo, 31 de agosto de 2008

Antropofadiga

Talvez, como Nietzsche,
nasci póstuma.
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Talvez coma Nietzsche...
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Talvez em coma.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

"[...]os vivos pó levantado, os mortos pó caído"...


Memento Homi, quia pulvis es, et in pulverem reverteris”.

"Enfio o pé no chinelo"...


Sexta passada fui a um show do Baia aqui por perto com minha querida amiga Carin (como isso aqui não é um fotolog, deixei só o rosto da figura pública).
Gosto muito das músicas dele.
Mas... por quê?
Sei lá. Porque sim.
Por que tem o que ser gostado nelas.
Por exemplo, para falar alguma coisa, fogem do previsível e evitam a linha reta.
Às vezes usam sim do discurso “em linha recta”, mas falam o que querem dizer e isso satisfaz.
Um exemplo:
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“Desconfio de qualquer autoridade,
política, religiosa, científica ou moral,
que elegem os ignorantes e os detentores da verdade,
criam um muro que impede ver o mundo abrindo colossal”.
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Nada de mais... nada de menos.
Às vezes, um ou outro verso não dá em nada...
Que bom! Sinal de que têm carbono na composição.
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Depois dou uma caprichada nessa postagem.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Papilas gustativas de uma hiena...

Algumas experiências com TV aberta.
Algumas voltas involuntárias pelo centro da cidade.
Parada no sinal, passa por mim um carro decrépito, de onde sai um funk in media res cuja letra é uma lasciva gemeção feminina.
Leitura global de capas numa banca, numa rápida pausa no meio do caminho de lá pra cá.
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Que bom! O ENO agora tem sabor de guaraná!
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... cada um consome a cultura que pode.

domingo, 3 de agosto de 2008

O aborto e o crime.

Aborto é crime?

Absolutamente não.
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- Crime é fingir não ver a menina parindo seu primeiro filho aos doze, o segundo aos quatorze e o terceiro aos dezesseis, multiplicando a miséria que herdou da sua mãe.
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- Crime é dar a essa menina uma camisinha na campanha e fingir que não sabe que ela vai fazer com essa o mesmo que fez com a do ano passado: brincar de balão.
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- Crime é dizer a essa mesma menina que, apesar de não haver muita possibilidade de solução e que ela infelizmente vai ter que largar a escola e procurar trabalho, ela deve agradecer esse presente de Deus que são os filhos e agüentar tudo firme e com fé, porque Deus ajuda e Deus sabe o que faz e Deus é bom e Deus vai olhar por ela e pelas crianças e com fé em Deus a fome dói menos e se não parou de doer a culpa é da pouca fé que ela tem em Deus porque Deus não nos dá um fardo maior do que aquele que a gente pode carregar.
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- Crime é fingir não saber que essa menina filha da miséria e alvo das circusntâncias pensa que o que faz dela alguém no mundo é exercer função de fêmea, e que ninguém a convenceu de que ela pode fazer muitas coisas boas, além de bebês.
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- Crime é ver essa menina e sua cria que parecem seus irmãos fazendo malabarismos de fome e cola nos sinais vermelhos, enquanto não pegam a arma e engrossam as estatísticas anônimas de executores ou executados.
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Um país que não sabe cuidar de suas crianças deve, pelo menos, dar a elas o direito de não parir:
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Aborto legalizado e gratuito.
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Educação é base para tudo, e fazer dessa frase clichê é o que se pode fazer de mais cruel.

Minuto de Sabedoria.

Não, não existem as formas "teje" e "seje", em nenhuma hipótese.
Potanto:

Em vez de
"Espero que você seje muito feliz",
deve-se dizer "espero que você seja muito feliz";

Em vez de
"Espero que a resposta teje certa",
deve-se dizer "espero que a resposta (es)teja certa".

Num país em que a educação é uma questão tão difícil, por que quem a tem opta por não fazer bom uso?...
Preciosismos me matam de tédio, e não é a isso que me refiro.

"Burrice por opção é o entrave de uma nação".


Amém!