terça-feira, 11 de novembro de 2008

Citando...

"Peço licença nessa hora
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Pra mostrar minha arte, a minha dor
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Como tudo que é arte é sem pudor
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Eu coloco minha alma para fora"
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M. Baia.
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...sem pudor... sei não... tough call...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Memórias de poesia q foi...

Antes de fazer graduação em Letras, eu costumava escrever. Por algum motivo, essas duas coisas se mostraram incompatíveis e como eu achava o canudo muito importante para garantir o futuro (!)...
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Minha última atuação como poeta foi em 2003, quando eu decidi tirar uma papelada do fundo da gaveta e participar do III Concurso Literário promovido pelo Diretório Acadêmico Lima Barreto do Instituto de Letras da UERJ.
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Como eu havia começado minha graduação no segundo semestre do ano anterior, não havia ainda começado a relação de repelência entre essas polaridades. E lá fui eu.
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Muito sem fé e com medo de voltar de ônibus à noite, nem fui no dia da premiação. Foi minha querida amiga Fernanda Shcolnik - aliás, também premiada - quem me avisou pelo telefone que meu poema ficara em primeirão.
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Que importante! Meu primeiro (e último) prêmio fora dos festivais da escola! Um poema meu, julgado por professores do Instituto de Letras da UERJ! Uau!
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Naquela hora pensei que minha carreira se iniciava com o pé direito.
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Hoje vejo que as coisas caminharam de um modo bem diferente, e acabei entendendo que às vezes as coisas simplesmente (não) acontecem, independente de sonhos e planos.
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Sai o pé direito e entra a chave de ouro. E fica a boa lembrança das expectativas.
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Meu reino foi finalmente reformado
e veio-me o espontâneo sorriso raro
que perdurou até a hora de dormir.
Só e acordada, passeio na madrugada
morta,
onde só ouço uivos e sístoles.
A quem devo acordar para
pedir amparo, agora que estou
ficando careca e velha?!
Quem há de me doar cortisona
às juntas caquéticas?!

Meu idílio imaginário fede a pascacice
e emolduro a reverência sem dono
na galeria da minha memória,
que me pesa e me incha as veias.
Foi, o olhar, para mim?
Foi, o sorriso, para mim?

Só não lhe mando cortar a cabeça
porque assim perco o enredo único
que me restou
para sonhar,
se durmo no início da manhã!

Como cantasse a meu gosto,
deixei que vivesse esta vida
ainda um pouco mais.
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Aline Pereira Gonçalves
15.05.2002

Annie com dificuldades de concentração...

...a nutricionista diz: reeducação alimentar e exercícios... pelo menos a queima de 4oo calorias por dia... ajusta aí seu Polar.

(...)
Tudo bem, tá tranquilo. Isso pra mim nunca foi problema. Desde que eu me lembro de mim, sempre tive prazer em movimentar o corpo.

Olha, não tá dando certo... a calça não tá entrando, aliás, tá pior.

Mas é por causa da massa muscular. O volume. Tá ótimo, você dimunuiu o percentual de gordura e aumentou o de massa muscular, parabéns! Mas tem o volume.

Hum... tá e então, o que que eu faço?

Mais exercício e menos pão.

Menos?! Ainda?!

Vai dar tudo certo, você vai ver.

(...)

Não me adianta uma nutricionista. A moda agora é a desnutrição. De rico, dá moda. De pobre, dá cinema.

A minha tem dado fome e só.

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domingo, 5 de outubro de 2008

O gosto amargo das eleições...

Agora que Jorge Roberto Silveira foi eleito prefeito de Niterói, só me resta torcer pelo Gabeira como quem assiste a uma final de Copa
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Portugal X Argentina

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Gata despudorada!

Em foto ousada, gatinha encara a câmera e
mostra como é sem-vergonha!

Confira!


Antropofadiga - Deutsch Version

Die Anthropophagie oder die Strapaze
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Vielleicht bin ich wie Nietzsche

posthum geboren.
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Vielleicht esse ich Nietzsche.
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Vielleicht im Koma.

domingo, 31 de agosto de 2008

Antropofadiga

Talvez, como Nietzsche,
nasci póstuma.
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Talvez coma Nietzsche...
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Talvez em coma.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

"[...]os vivos pó levantado, os mortos pó caído"...


Memento Homi, quia pulvis es, et in pulverem reverteris”.

"Enfio o pé no chinelo"...


Sexta passada fui a um show do Baia aqui por perto com minha querida amiga Carin (como isso aqui não é um fotolog, deixei só o rosto da figura pública).
Gosto muito das músicas dele.
Mas... por quê?
Sei lá. Porque sim.
Por que tem o que ser gostado nelas.
Por exemplo, para falar alguma coisa, fogem do previsível e evitam a linha reta.
Às vezes usam sim do discurso “em linha recta”, mas falam o que querem dizer e isso satisfaz.
Um exemplo:
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“Desconfio de qualquer autoridade,
política, religiosa, científica ou moral,
que elegem os ignorantes e os detentores da verdade,
criam um muro que impede ver o mundo abrindo colossal”.
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Nada de mais... nada de menos.
Às vezes, um ou outro verso não dá em nada...
Que bom! Sinal de que têm carbono na composição.
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Depois dou uma caprichada nessa postagem.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Papilas gustativas de uma hiena...

Algumas experiências com TV aberta.
Algumas voltas involuntárias pelo centro da cidade.
Parada no sinal, passa por mim um carro decrépito, de onde sai um funk in media res cuja letra é uma lasciva gemeção feminina.
Leitura global de capas numa banca, numa rápida pausa no meio do caminho de lá pra cá.
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Que bom! O ENO agora tem sabor de guaraná!
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... cada um consome a cultura que pode.

domingo, 3 de agosto de 2008

O aborto e o crime.

Aborto é crime?

Absolutamente não.
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- Crime é fingir não ver a menina parindo seu primeiro filho aos doze, o segundo aos quatorze e o terceiro aos dezesseis, multiplicando a miséria que herdou da sua mãe.
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- Crime é dar a essa menina uma camisinha na campanha e fingir que não sabe que ela vai fazer com essa o mesmo que fez com a do ano passado: brincar de balão.
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- Crime é dizer a essa mesma menina que, apesar de não haver muita possibilidade de solução e que ela infelizmente vai ter que largar a escola e procurar trabalho, ela deve agradecer esse presente de Deus que são os filhos e agüentar tudo firme e com fé, porque Deus ajuda e Deus sabe o que faz e Deus é bom e Deus vai olhar por ela e pelas crianças e com fé em Deus a fome dói menos e se não parou de doer a culpa é da pouca fé que ela tem em Deus porque Deus não nos dá um fardo maior do que aquele que a gente pode carregar.
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- Crime é fingir não saber que essa menina filha da miséria e alvo das circusntâncias pensa que o que faz dela alguém no mundo é exercer função de fêmea, e que ninguém a convenceu de que ela pode fazer muitas coisas boas, além de bebês.
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- Crime é ver essa menina e sua cria que parecem seus irmãos fazendo malabarismos de fome e cola nos sinais vermelhos, enquanto não pegam a arma e engrossam as estatísticas anônimas de executores ou executados.
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Um país que não sabe cuidar de suas crianças deve, pelo menos, dar a elas o direito de não parir:
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Aborto legalizado e gratuito.
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Educação é base para tudo, e fazer dessa frase clichê é o que se pode fazer de mais cruel.

Minuto de Sabedoria.

Não, não existem as formas "teje" e "seje", em nenhuma hipótese.
Potanto:

Em vez de
"Espero que você seje muito feliz",
deve-se dizer "espero que você seja muito feliz";

Em vez de
"Espero que a resposta teje certa",
deve-se dizer "espero que a resposta (es)teja certa".

Num país em que a educação é uma questão tão difícil, por que quem a tem opta por não fazer bom uso?...
Preciosismos me matam de tédio, e não é a isso que me refiro.

"Burrice por opção é o entrave de uma nação".


Amém!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

A insustentável leveza dos ovários...

Que bom!
Graças às "revoluções femininas/feministas" - um pouco por dia - já posso queimar meu sutiã, votar, dirigir, entre outras façanhas admiráveis.

Contudo, uma coisa ou outra ainda traz certa complexidade.

A mulher ainda não consegue:

- Manifestar raiva, sem ser uma "descontrolada";

- Manifestar amor, sem ser uma "descontrolada";

- Manifestar desejo, sem ser uma "descontrolada";

- Manifestar medo, sem ser uma "descontrolada";

- Comer, sem ser uma "descontrolada";


- Ter TPM, sem ser folclórica.

... mas nada mais sagrado que o berço da vida que cada uma dessas descontroladas leva dentro de si, é o que dizem.

Por ora, ainda não me faz sentido. Talvez sejam os ovários...

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Cavalos, peões e reis...

Sim, tenho lido bastante ultimamente... Tornar-se "mestre" tem demandado um bocado...
Vi dois homens conversarem com ares de muita seriedade, enquanto uma jovem empolgadíssima fazia o possível para participar da conversa.
Eis que o Conde Altamira desfere o golpe:

"Assim é o mundo; é uma partida de xadrez"

...e eu ouço sair de boca alheia aquilo que sempre quis dizer e não sabia encaixar as palavras. E em menos de um milionésimo de segundo eu penso

"...parce que je ne comprends pas de regles."